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A Metamorfose - 3

28 de novembro de 2010 1

O umbigo é um nó. Ela não parava de pensar nisso. O que muito a angustiava. Porque um nó, assim como é atado, pode ser desatado.

E se ela, ao combater as funflas, tivesse desatado o nó do próprio umbigo? Aquela bolota poderia ter esse significado: o nó desatado que agora saltava para fora do ventre, prestes a se abrir para a liberdade. Ou seja: em breve, o buraco por onde ela, ainda feto, sorvia o alimento da mãe, aquele buraco se abriria novamente e tudo o que havia em seu interior vazaria.

Oh, Deus! Ela imaginou suas entranhas sendo vomitadas pela abertura do umbigo e começou a passar mal.

Que morte horrível.

Mas havia algo ainda pior do que morrer daquela forma decerto dolorosa: ela não teria a solidariedade de ninguém. As pessoas ririam dela. Alguns males são horrendos, mas não contam com a solidariedade das pessoas. A diarreia, por exemplo. Ninguém leva a diarreia alheia a sério. Triste para o diarréico. Assim seria morrer de umbigo desamarrado.

“Desamarrou o próprio umbigo e morreu esvaindo-se: ridí-cu-lo!”

É o que as pessoas diriam, ela sabia. “Ri-dí-cu-lo”. Sobretudo algumas de suas amigas invejosas. Aquelas malditas, se descobrissem que seu umbigo agora é de bolota, ela estava perdida. Viraria motivo de chacota na cidade. Os homens apontaria para ela e cochichariam na mesa dos bares:

“Aquela ali tem umbigo do bolota…”

Tinha que tomar uma atitude.

Tinha!

Tomou.

Qual?

Saiba no próximo intrigante capítulo de… A Metafomorfose!!!

Comentários (1)

  • Beatriz diz: 28 de novembro de 2010

    cirurgia plástica!?

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