Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Divisão interna expõe campanhas

05 de junho de 2010 1

Intrigas, sabotagens e desconfianças mútuas estão minando os comandos de campanha de Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A uma semana das convenções partidárias que irão oficializar suas candidaturas, os dois presidenciáveis trabalham para debelar crises internas e evitar constrangimentos com a troca de fogo amigo. Por causa das fissuras, os maiores expoentes de cada partido se viram obrigados a intervir. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exigiu uma blindagem a Dilma, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que Serra passe a compartilhar a gestão da campanha.

No PT, o núcleo da campanha enquadrou o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, pivô da confusão criada com a montagem de um suposto dossiê contra políticos tucanos. Considerado um “incômodo” pelo comando petista, Pimentel está envolvido em uma disputa de poder pelo controle do comitê de Dilma. Seu alvo é o deputado estadual Rui Falcão (SP), escalado pelo Planalto para coordenar as ações de comunicação. Pimentel, porém, invadiu o terreno de Falcão ao contratar o jornalista gaúcho Luiz Lanzetta para fazer a análise de tudo que a mídia veicula. No escritório do jornalista, em Brasília, teria sido criado um grupo de inteligência para monitorar Falcão e reunir denúncias contra adversários.
Há cerca de 10 dias, tão logo soube que jornalistas e policiais contratados por Lanzetta estavam fazendo espionagem, Dilma convocou reunião com o triunvirato que chefia a candidatura. Diante do presidente do partido, José Eduardo Dutra, de Falcão e de Pimentel, exigiu a demissão dos arapongas. Um dos presentes reagiu dizendo que a confecção de dossiês é prática comum em campanhas. Dilma bateu na mesa.
– Isso em outras campanhas. Na minha não vai ter. Quero que parem com isso agora – disse a petista.

No PSDB, os problemas estão concentrados no comportamento do próprio candidato. Aflita com o recuo nas pesquisas, a cúpula tucana reclama do estilo centralizador de José Serra, que recusa palpites e insiste em gerenciar cada passo da campanha. Considerado o ponto de equilíbrio do partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou os principais líderes para um almoço na quarta-feira.
Durante três horas de conversa, o ex-governador Aécio Neves, o presidente da legenda, Sérgio Guerra, o senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-ministro Pimenta da Veiga enfileiraram críticas à postura de Serra. Para o grupo, ele atrasa a construção de palanques nos Estados e deixa de cortejar possíveis aliados ao se envolver pessoalmente com detalhes secundários. FH disse não receber informações sobre o andamento da campanha e sugeriu que Serra abandone sua rotina “solitária” de articulação.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Comentários (1)

  • Pedro diz: 6 de junho de 2010

    Pois é, a população em geral querendo saber quais são os planos do Serra, em substituição aos planos da Dilma de dar continuidade ao governo Lula e vocês – midiáticos – perdem seus e nossos preciosos tempos com mesquinharias e futricas? Ora, ora e ora, não achamos – todos – que o Brasil é muito mais importante do que esse tipo rasteiro de dizer estar fazendo política? Chega de politicagem, vamos partir para o que interessa ao Brasil: projetos, programas, plataformas? Agradeço, desde já.

Envie seu Comentário