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O cálculo que infla a reforma agrária

05 de junho de 2010 4

Por meio de um artifício na contabilidade, o governo Lula inflou as estatísticas da reforma agrária no país e, em função da manobra, proclama ter feito a maior distribuição de terras dos últimos 40 anos. Os dados oficiais foram inchados por assentamentos antigos e pela concessão de títulos de posse a agricultores que já detinham propriedades rurais antes de 2003. Dos 46,7 milhões de hectares que a União diz ter distribuído nos últimos sete anos, mais da metade – 27 milhões de hectares – são áreas que foram regularizadas ou assentamentos criados por Estados e municípios.
Zero Hora analisou 3.358 projetos agrários efetivados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de janeiro de 2003 a março de 2010. As estatísticas são turbinadas pelo governo por meio de um mecanismo legal chamado reconhecimento, que permite aos agricultores obter crédito e assistência técnica de órgãos federais. Com a ampliação do número de beneficiados pelas políticas agrárias, os lotes ocupados imediatamente são incorporados à contabilidade fundiária oficial. Dessa forma, o mais recente informativo do Incra, publicado em março, afirma que, nos últimos sete anos, “foram instalados 3.348 assentamentos, em 46,7 milhões de hectares”. Seria como se o governo Lula já tivesse destinado à reforma agrária uma área equivalente a quase duas vezes o Estado de São Paulo – ou mais de um Rio Grande de Sul e meio.
O ministro do Desenvolvimento Agrárido, Guilherme Cassel, justifica a contabilidade:
– O país é diverso. Exigir que a reforma agrária seja feita só com desapropriação significa limitar o Brasil ao sul do país. A regularização fundiária na Amazônia é tão necessária como uma desapropriação no Rio Grande do Sul.

A íntegra da reportagem você lê aqui

Comentários (4)

  • Pedro diz: 6 de junho de 2010

    Ué, quer dizer que a União investir em posse trabalhadores rurais em suas terras, digamos, devolutas, em si, não é reforma agrária? Que o reconhecimento legal da posse da terra, também, não é reforma agrária? Então, reforma agrária seria apenas e tão somente quando, por exemplo no Rio Grande do Sul, a BM não atira e o MPe não julga serem os sem terra crimonosos comuns? Não entendi o sentido da postagem, ou entendi? Apenas para criar – do nada, com fumaça – outro factóide político negativo ao governo federal? Ou ao Tarso? Busco razões para que a dita mídia não se posicione oficialmente sobre sua matiz política: seria tão mais fácil se o leitor soubesse qual é o lado do patrão midiático, não?

  • Angela de Abreu Rodrigues diz: 6 de junho de 2010

    Concordo com PEDRO. Ao longo da história os grandes latifundiários foram beneficiados com torneiras abertas de dinheiro público, com financiamentos, empréstimos bancários com juros generosos, eleição de representante para seus interesses. Por que os assentamentos não podem ter benefícios, como juros baixos, melhorias nas estradas que servirão para escoar os produtos e escolas para crianças nos assentamentos. Dezenas de escolas vão fechadas no interior por causa de uma supostaq falta de alunos. mas e a distância que eles percorrem para ter aceeso ao estudo, não conta? Por que o governo estadual resolveu achar que quarenta alunos por sala é número para se trabalhar, isso por que talvez a senhora Yeda, que em áureos tempos foi docente não deve ter tido o privilégio de dar aulas em escolas pichadas,com alunos que mais parecem marginais, pois ameaçam colegas e funcionários. E aqueles que ainda estão sem aulas em algumas disciplinas, como ficam ? Terão direito a R$ 10 mil de ressarcimento como o que o CPERS foi condenado a pagar aos netos da governadora?
    Bom domingo enrolarado a todos.

  • Claudiopoa diz: 8 de junho de 2010

    O gasto com Reforma agrária é um dinheiro jogado fora.

  • Angela de Abreu Rodrigues diz: 12 de junho de 2010

    CLAUDIOPOA, o estado deve gastar com quem, com latifúndios improdutivos, com socorro a fazendeiros falidos e suas caminhonetes cabine dupla? O pequeno agricultor, o que deseja trabalhar, o seu pedaço de chão não merece apoio?

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