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Três perguntas para Ney Matogrosso: da infância à vida privada do artista

19 de março de 2013 0

Já entrevistei Ney Matogrosso três vezes, uma por telefone, as outras por e-mail, encontrei sempre do outro lado da linha, ou da tela, o mesmo ser humano gentil, educado, daqueles que respeitam o outro, e isso se percebe seja pela voz, seja numa frase escrita em algum apetrecho tecnológico qualquer. Ney exala sensibilidade não só como artista magnifico que é, mas também nos pequenos gestos e atitudes pessoais.

Também é talento de muitas faces, dirige seus shows, pensa junto com profissionais das áreas a iluminação, figurino, cenário… Aqui três respostas atemporais da entrevista que fiz no final de 2011 para o jornal Diário Catarinense, quando Ney esteve aqui com a turnê do show, CD e DVD, “Beijo Bandido“, onde ele fala da infância, adolescência e privacidade.

Qual foi o teu primeiro contato com a arte?

Eu desenhava muito bem, para uma criança que não tinha nenhum estudo focado nisso, eu cheguei num ponto de fazer rapidamente a  caricatura de uma pessoa. Passava o dia todo desenhando no quintal da minha casa, quando faltava papel eu desenhava naquele de embrulhar pão. Mas não desenho mais, perdi a prática.

A infância nômade, por conta do trabalho do teu pai (militar), e solitária por opção própria, ajudou a consolidar o artista único que você é?

Eu acho que na verdade o que foi determinante foi Brasília, porque eu fui morar lá e me dei conta de que estava sozinho o tempo todo, tudo era muito amplo, tudo distante, monumental, e muita gente que morou lá na época não segurou e pirou. Eu acho muito saudável para você, conviver com você. Sempre tive essa consciência de que você nasceu e vai sozinho. Eu sempre considerei muito bom e não tenho medo disso.

Como consegue manter sua vida pessoal preservada nos dias de hoje?

Porque minha vida particular é minha vida particular. Isso só interessa a mim e a quem compartilha comigo. Não deixo de sair na rua por isso. Eu moro no Leblon, e vou no caminho oposto do que interessa aos paparazzi, estou na rua o tempo todo, vou pegar filme, vou à livraria, em geral sozinho, ou com alguns amigos, e aí não interessa para eles.

PS.: lembrando que nesta terça e quarta ele está com o show “Atento aos Sinais“, no teatro do CIC, em Floripa.

Ney no show "Atento aos Sinais", em cartaz na Ilha. Fotos: Divulgação

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