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Paulo Scarduelli - Um pai que virou "pãe" – PARTE II

12 de agosto de 2013 0
Sarah, o pai Paulo, davi e Catarina - Foto: Charles Guerra/DC

Sara, o pai Paulo, e os irmãos Davi e Catarina – Fotos: Charles Guerra/DC

 

paulo6  redComo resolve assuntos ou tarefas que são coisa de mãe?

Como você tem que estar atento a tudo, você acompanha de perto muitas histórias, como a primeira menstruação da filha, a consulta com a médica, os pelos nascendo por todo o corpo, a prova do vestido na loja. É puxado? É. É cansativo? É. É compensador? Já é. Recebo diariamente mil demonstrações de amor. “Pai, eu te amo”, me surpreende o Davi, antes de sair do carro e ir para a escola. “Pai, você é meu tudo”, escreveu ontem a Sarinha.

 

O que é mais difícil?

Equilibrar a vida profissional com essa do lar. Já faz quase quatro anos disso. Estou conseguindo pagar as contas, acompanho cada passo das crianças e vou me transformando num ser humano mais equilibrado, maduro, sereno e grato a Deus por essa rica oportunidade na vida. Que é só uma aqui na terra e tem sido muito rica em experiência.

A mãe?

Ela existe. Foi uma mãe maravilhosa e muito presente até final de 2008. Mora em Floripa, teve mais um filho, que hoje tem dois anos e é o maninho que meus filhos adoram. Agradeço pela oportunidade que ela, sem querer, me deu e tento mostrar aos meus filhos que é importante respeitar e curtir a mãe, sempre que possível. A cada 15 dias ela fica com eles um final de semana.

Dá pra resumir o que é ser “pãe”?

Há um movimento silencioso acontecendo na nossa sociedade e que revela um novo modelo de família que está nascendo. Nela, há os filhos e o pai. A mãe não é mais a única adulta a ficar com a guarda das crianças. Aos poucos, o homem está assumindo esse papel. Os números ainda são tímidos, mas já aparecem nas estatísticas. Segundo dados de 2010 da Associação de Pais e Mães Separados (Apase), de São Paulo, em 7% dos casos de divórcio no Brasil a guarda dos filhos fica com o pai. Esse número segue crescendo e hoje, certamente, ele é maior.  Ser o “pãe” da casa não é tarefa fácil. Há os que herdam esse papel porque ficam viúvos. Há os que escolhem esse papel e lutam na Justiça por esse direito. E há os que nem precisam da Justiça. A vida simplesmente lhes entrega este presente. É neste terceiro time que me encaixo.

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