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Idade materna e alterações embrionárias

23 de fevereiro de 2014 0

Nos últimos 20 anos, houve grandes avanços na reprodução assistida. Entretanto, embora as taxas de gestação tenham aumentado, ainda existem muitos casais  que não conseguem engravidar com o auxílio destas técnicas.

A ineficiência da fertilização “in vitro” resulta de muitos fatores, mas, sem dúvida, uma das principais causas é a presença de alterações cromossômicas nos  embriões relacionadas à idade materna. Recente trabalho publicado em revista médica especializada em reprodução humana realizou biópsia de embriões antes de serem transferidos para o útero materno. O material foi analisado com o objetivo de identificar anormalidades cromossômicas. No total, foram avaliados mais de 15.000 embriões provenientes de 2701  pacientes.

Os resultados mostraram que as menores taxas de alterações cromossômicas se dão em mulheres que têm entre 26-30 anos. Após os 31 anos, a prevalência de embriões alterados vai aumentando até chegar a uma estabilização em torno dos 43 anos. A partir desta idade, o número de embriões com alterações cromossômicas pode chegar a 85%.

Este trabalho mostra, com um número grande de casos, que a idade materna avançada tem um impacto negativo sobre as taxas de gestação. Isto serve como um alerta para que os casais investiguem a infertilidade mais cedo e também para que as mulheres comecem a pensar nas questões reprodutivas mais precocemente.

Postado por Isabel de Almeida

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